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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Casa do Barão do Rio Branco - Tratado de Petrópolis

O Imaginário está de volta a Porto Velho - RO, depois da residência artística/encontro presencial com a Cia Será o Benidito? no Rio de Janeiro! Como continuidade da pesquisa cênica: oralidade e cameloturgia, um dos destaques desse encontro foi a visita à cidade de Petrópolis, no dia 19/04, onde conhecemos a Casa do Barão de Rio Branco.

Nessa Casa foi assinado o Tratado de Petrópolis, em 17 de novembro de 1903, entre Brasil e Bolívia. O Tratado resultou na incorporação do território do Acre ao Brasil, e esse, em troca, se obrigou a construir a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, entre outras obrigações... Milhares de trabalhadores vieram a Rondônia para tal feito e assim começa o nosso caminho pela pesquisa da Oralidade.

A Casa hoje funciona como uma escola, o CES Petrópolis - Centro de Estudos Supletivos e fica na Av. Barão do Rio Branco, 279, Centro. Ainda estão conservados alguns prédios do imóvel, enquanto outras partes foram construídas depois.


Casa do Barão de Rio Branco - Petrópolis (RJ)
 





segunda-feira, 11 de abril de 2011

Uma Aventura Fotográfica

O Imaginário esteve em Manaus - AM e visitou o museu que guarda livros, fotos e outros registros históricos da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, dos trabalhadores em serviço, dos primeiros trilhos sendo colocados...


"Os construtores de ruínas ou morte e progresso"





"Dana Merrill, o exímio fotógrafo nova-iorquino, já sabia, decerto, quando desembarcou em Porto Velho, em 1909, da verdadeira saga que seria registrar, em imagens por ele fixadas, os cenários, personagens e ações de um drama único: o trabalho de construção da Ferrovia Madeira-Mamoré, nos extremos da Amazônia Ocidental Brasileira."

Livro "Estrada de Ferro Madeira-Mamoré"

sábado, 9 de abril de 2011

"Nos Trilhos da E.F.M.M."

Caminhar pelos trilhos da velha EFMM é como relembrar de algo que não se viveu, traz uma sensação de que algo estivesse apenas adormecido, é como se flashes de memória com imagens de época viessem em dados momentos, nos remetendo a impressão de tudo aquilo estivesse vivo. Olhando para os velhos dormentes dos trilhos e comparando a idade dos mesmos até parace que resistem ao tempo como se não quisessem ser esquecidos, como se implorassem para que os homens não os deixassem se apagarem no tempo, dá pra sentir que tudo aquilo que se vê conservado através do tempo, é protegido por alguma força que habita aquela região que um dia foi cenário de muitas conquistas e também de muitas dores, mortes, tristezas, desesperos… não se pode ter idéia do que acontecera ao longo da construção da estrada de ferro, contudo pode-se sentir uma energia muito forte que não habita ali por acaso.

Observando a quantidade de ferro e madeira que foi aplicada na construção da E.F.M.M., imagina-se a dificuldade enfrentada por aqueles homens em uma época sem muita tecnologia, onde a força bruta era o principal combustível para a construção, em meio às doenças que assolavam àquelas pessoas, eles foram verdadeiros heróis. Hoje não se consegue imaginar carregar aquela quantidade de material simplesmente na força física.

Isaias Sidnei de Oliveira


"O Passeio de Pesquisa"

No domingo, dia 13 de Fevereiro de 2011, tive a oportunidade de conhecer um pouco mais da história de nosso Estado,  a maravilhosa E.F.M.M.  Começamos  o passeio na Praça da Estrada onde constatamos que apesar  dos anos  que passaram,  a Ferrovia é e sempre será uma gigantesca lembrança  patrimonial e humanística de pessoas que deram suas vida  pra que hoje o Estado pudesse estar se desenvolvendo.

Ao longo do passeio, constatamos alguns descasos que já estamos cansados de saber, denunciados  constantemente pela mídia, tais como a ação de vândalos, a falta de manutenção e a ação do tempo. O passeio foi emocionante, pois apesar de outras vezes feito o mesmo percurso, nunca tinha parado para ver e sentir a inigualável  sensação de energia, algumas ruins, outras boas, e uma imensidão de vestígios da história que por sinal deveriam ser preservados, e não são.

Tive o imenso prazer de conhecer um Senhor que vivenciou a construção da E.F.M.M, cansado pelo peso da idade, mas alegre por ter cumprido uma missão de ser durante longos anos o maquinista do trem, levando e trazendo o sonho de vidas melhores. Pessoas como ele que vivem até os dias de hoje têm o nosso mais sincero respeito, pois contribuiu muito para que o Estado pudesse estar se desenvolvendo. Pessoas como ele fazem parte de uma história viva que mais parece uma lenda, de tão sofrida e tão horrorizaste e que teve uma bela repercussão. Ao longo do caminho percebemos também que alguns tesouros muito valiosos se perderam com o descaso, e com isso posso assumir que a partir de hoje a preservação da história será uma “briga” minha.

Amauri Ribeiro Fernandes



quinta-feira, 7 de abril de 2011

“Voltar ao passado é progredir”

“Voltar  ao passado é progredir” — esta expressão, que tem se tornado proverbial, revela algumas vezes profunda verdade: em determinadas situações, por mais estranho que pareça, voltar ao passado significa progresso, não retrocesso. Ver aquele “Cemitério de Maquinas – Maria Fumaça”, abandonadas a beira de seus próprios trilhos,  da Ferrovia Madeira Mamoré, deterioradas pela ação do tempo, me fez repensar no Conceito de Vida. Vidas do Passado e Vidas do presente. Vidas que deram suas vidas por aquela construção, vidas que dão suas vida pra viverem ao longo  de uma Ferrovia abandonada. Qual seria a relação destas vidas? Será que prevalece ai o conceito da química, igual atrai o igual? Será que as energias do passado se fundem com a do presente, tornado um habitat ideal pra quem ali vive? Como esta “Pesquisa cênica do Porto ao Rio” está apenas iniciando-se, vamos ter tempo pra conviver com este mistério e tentar compreendê-lo um pouco melhor.

Cláudio Vrena.



sábado, 19 de fevereiro de 2011

Caminhada pelos Trilhos

No último domingo, dia 13/02, fizemos uma caminhada pelos trilhos da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (Porto Velho-RO).

Saímos da Praça às 9:30 da manhã e a primeira parada foi logo ali perto: no Galpão da estação, onde estão depositados muitos vagões, máquinas e peças de ferro que um dia já foram úteis à EFMM. Foi interessante reparar na cenografia existente naquele lugar, visto com outros olhos. Seguimos em frente e nos deparamos com uma parte dos trilhos que flutuava no ar: um pedaço da rua tinha desabado e só sobraram os trilhos, ligando um lado ao outro. Para atravessar, tivemos que usar os pequenos barcos que cobravam R$2,00 pela travessia, e é assim que os moradores do local conseguem se locomover do centro da cidade até suas casas.

O caminho era longo, e sempre pelos trilhos, fomos observando tudo à nossa volta e guardando nossas impressões pessoais. Passamos por muitas casinhas de madeira e conversamos com alguns de seus moradores. Vimos também alguns vagões da EFMM abandonados no meio do caminho (e do mato).

Uma figura importante que conhecemos foi o Sr. Carol Oeto Demiy, que foi Maquinista da Madeira-Mamoré e mora até hoje numa casinha verde à beira dos trilhos. Combinamos de fazermos uma visita e conversar com ele com mais calma. Com certeza tem muita história pra contar e vai enriquecer a pesquisa!

Mais um pouco de caminhada e chegamos ao Cemitério da Candelária, onde estão sepultados uma parte dos trabalhadores da ferrovia.

Foi uma caminhada de pouco mais de 3 horas. Nos próximos posts vamos colocando mais fotos, vídeos e as impressões de cada um sobre este dia!



Praça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré


Galpão


Trilhos sobre o rio


Sr. Demiy, ex-maquinista da Madeira-Mamoré


Cemitério da Candelária


Veja mais fotos:

Caminhada pelos trilhos

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Encontro nos trilhos (O Imaginário)

Nós do O Imaginário nos encontramos dia 06/02/11 na Praça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, em Porto Velho/RO, para conversar sobre o calendário de atividades do projeto e contemplar o fim de tarde à beira do Rio Madeira, com a bela vista do Rio e da Estrada de Ferro, que é um dos pontos norteadores da pesquisa "A Oralidade e A Cameloturgia - do Porto ao Rio".