terça-feira, 12 de julho de 2011

Um Caminho Amazônico - Varadouro


Percebemos em nossas viagens a recorrência nas estórias que íamos recolhendo, nos modos de vida das pessoas e no dia-a-dia das comunidades a questão do “caminho” ou “varadouro*” como chama o povo.


Uma palavra com muitos significados, Varadouro, é para o homem o caminho no meio da mata, o rio ao longo da floresta, os trilhos da estrada de ferro, todos relacionados ao espaço percorrido ou a percorrer.


Estrada ou via de condução de um lugar a outro.


Este caminho os levava de casa ao trabalho, a pesca, ao lazer, aos mistérios, as festas, a reza.



Fotos: Arquivos O Imaginário

Depois de tanta viagem agora nos debruçamos com mais intensidade no material recolhido.
Muitas coisas pra olhar nessa imensidão de rios e matas e trilhos.
E vamos nós, varadouro a dentro.
Abrindo passagem de facão, voadeira ou locomotiva.
Viva a vida! Viva!

*Dic. Aurélio – S. m. Brasileirismo Amazônico, Caminho.


Leo Carnevale

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O Barão de Catarina


"Do rio que tudo arraste se diz que é violento

Mas ninguém diz violento

As margens que o comprimem."

Bertold Brecht


Viajamos mais uma vez ao seringal de Santa Catarina para recolher outras impressões e histórias para a pesquisa sobre a oralidade. Existem poucas casas e poucas famílias. Quase todos são parentes.

Sozinho, entrei no meio da mata onde se esconde o tumulo do Barão Abelha. Na comunidade dizem que foi o dono do seringal na época dos coronéis de barranco. “Na mata um silêncio rodeado de ruídos.” As árvores imponentes. Muitos mistérios. Duas semanas antes de chegarmos, soube depois que entrei na mata, mataram uma onça que rondava a comunidade, comendo as galinhas, um risco a vida dos adultos e crianças. Pensei, o que fazia naquela mata sozinho.

Uma força me impelia para lá. Quando estava lá dentro, dava vontade de continuar seguindo e seguindo sem parar, como se hipnotizado pelas diversas cores, o verde, o marrom, muitos verdes e muitos marrons. As cores se misturam em vários tons.

Voltei ao centro da comunidade onde encontrei com os companheiros. De lá pegamos um barco e fomos a te a cachoeira onde a filha deste barão, conta a lenda, se escondeu depois que seu pai proibiu o namoro com um homem que saiu da mata não se sabe vindo de onde.




Percorremos um caminho por um igarapé até chegar num lago, depois caminhamos mais um pedaço no meio da mata, e logo a cachoeira se desvenda por trás das árvores. Ao avistá-la, fomos tomados por um espanto. A luz do sol por entre a mata brilhava no espelho d’água que corria entre as pedras.

Na pedra, marcas de que alguém esteve sentado ali há muito tempo. Um mistério guardado na floresta. Num tempo de Barões de seringais.


Leo Carnevale



terça-feira, 5 de julho de 2011

Silvio e a Cameloturgia.

Lendo, pesquisando e aprofundando na biografia do apresentador Silvio Santos, há 50 anos no AR, reparamos que ele só é o que é por ter sido um bom camelô. Ele emprega até hoje técnicas e malandragens na abordagem, na comunicação e principalmente na relação com o publico ou como ele mesmo chama “colegas de trabalho”. A partir de uma matéria que saiu no encarte “Revista da TV”, que achamos no meio de uma pilha de jornais velhos é que despertou o interesse em saber um pouco mais sobre a trajetória da vida desse senhor que quando menino foi camelô.



Silvio Santos nasceu na Lapa boêmia do Rio de Janeiro. Filho de imigrantes gregos e que tiveram seis filhos, a família Abravanel vivia com poucos recursos. De seus irmão, Silvio, desde muito cedo mostrou-se um grande visionário. Como a família não era uma família rica e o pai gastava o pouco que tinha em jogatina, Silvio teve ai a sua motivação para não depender do dinheiro de seus pais.


A eleição Presidencial de 1946 foi o marco na vida do jovem Abravanel. Andando pela Av. Rio Branco ele reparou um aglomerado de pessoas e foi olhar. Era um homem que vendia capas para titulo de eleitor. Muitas pessoas compravam as capinhas, pois já fazia 15 anos que não tinha eleições. Silvio tinha 16 anos e ficou intrigado como ele vendia rápido as capinhas e resolveu entender melhor como era isso. Ficou olhando o homem vender as capas e depois, sem que o ele percebesse, seguiu-o até a loja que ele comprava as capinhas. Era na rua Buenos Aires (SAARA) e o Silvio constatou que ele lucrava mais de 50% vendendo para os transeuntes. Pronto, Silvio esperou o homem sair da loja e com o único dinheiro que tinha – uma moeda de 2 Cruzeiros - comprou uma capinha e foi para a Av. Rio Branco vender. Levantou a capinha no ar e falou que era a ultima e vendeu rapidamente a capa. Pegou o dinheiro, voltou na loja e comprou duas capas e voltou para a Avenida. Com o mesmo discurso de serem as ultimas, ele vendeu as capinhas e logo em seguida retorna a loja e faz uma nova compra de uma quantidade maior. Assim Silvio diz ter começado sua promissora carreira de camelô.

O ponto preferido de Silvio era a Av. Rio Branco esquina com a 7 de Setembro ou a Ouvidor. Naquela época ele diz que só tinham 12 ou 13 pessoas vendendo na rua e vendiam produtos de baixa qualidade. Não gostava da forma que esses camelôs vendiam, ele achava que sendo um estudante, não poderia usar a mesma linguagem. Até que um dia ele conheceu o “Seu Augusto”, o alemão das canetas. “Seu Augusto” ficava na esquina da Av. Rio Branco com a Av. Presidente Vargas, só vendia canetas e trabalhava somente uma hora por dia. Enquanto “Seu Augusto” vendia 100 a 200 canetas por hora, os outros camelos levavam de 7 a 8 horas para vender meia dúzia. Como “Seu Augusto” era considerado o melhor camelô do Rio de Janeiro, Silvio resolveu entender como era o trabalho dele e ficou dias só observando. Não tinha nada que os outros camelô não fizessem, porém Silvio reparou que ao abrir a sua barraquinha dobrável e expor suas canetas, “Seu Augusto” começava sempre com uma boa conversa com o publico, que logo aglomerava na sua frente. Ele explicava as funções da caneta e suas qualidades, até que dava o preço e em instantes vendia todas as canetas. Depois de ficar dias olhando e estudando o alemão, Silvio mandou fazer uma barraquinha igual ao dos outros camelos, foi no atacadista comprou canetas e foi para o seu ponto preferido. Como não tinha certeza se iria conquistar o publico só com a fala, aprendeu umas manipulações com moeda e baralho. Assim com as manipulações, reparou que as pessoas paravam para assistir e pessoas de todos os tipos, idades e classes sociais. Ele aproveitava entre uma manipulação e outra – garoto bem falante – começava a explicar as qualidades, funções e o “diferencial”, como substituir a bombinha da borracha ou a pena. Pronto, em alguns dias ele já vendia mais que o “Seu Augusto” e por diversas vezes os jornais publicaram reportagens sobre um menino que com suas mágicas, prendia um enorme publico a sua frente.

Esse mesmo menino que fazia mágicas, hoje é o grande apresentador de televisão. Mesmo sendo o apresentador há mais tempo no ar na televisão brasileira, Silvio não deixa de lado a sua percepção de camelô. Há anos Silvio Santos repete um ritual antes de gravar seu programa, ele vai até a plateia - formada exclusivamente por mulheres - e conta piadas. O "esquenta", como ele chama, só termina depois de quase uma hora, quando percebe que suas "colegas de trabalho" estão às gargalhadas. Só assim ele inicia as gravações do programa. Usando essa e outras técnicas adquiridas com a Cameloturgia, é que se torna um dos maiores comunicadores da História da televisão brasileira.


Conversar, brincar, contar piadas ou fazer mágicas é o que faz com que um bom camelô se aproxime de seu publico. Uma vez estando próximo, ele consegue através da confiança adquirida, dar o seu recado ou vender o seu produto. Fazer o esquenta, tendo como partida a oralidade e a comunicação verbal e física é fundamental para se estabelecer a Cameloturgia.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

3 Dias no Seringal

Ainda como parte da pesquisa "Oralidade", fizemos uma viagem ao Seringal Santa Catarina, na região do Baixo Madeira - Rondônia, nos dias 17 a 19 de junho. Foram 8hs de barco até chegar lá, e mais 12hs na volta (subindo o rio). Rita Queiroz, artista plástica e herdeira do Seringal, foi com a gente.


"Sob o calor infernal, conversas estranhas... Pessoas falando de doenças, do modo de vida beradeiro... Foi assim o início da nossa viagem ao Seringal. Partimos rumo à investigação de "Coronéis de Barranco" e do Barão Abelha, pai de catarina, e também de vestígios dos trabalhadores da EFMM. No Seringal Santa Catarina, observamos o tempo, o varadouro - uma espécia de trilha, que simbolicamente pode ser representado pelo rio ou pelos trilhos da ferrovia. Nos 2 dias que passamos no Seringal, tivemos a oportunidade de subir por um "furo" e chegar a um grande lago com uma Cachoeira, onde Catarina, a filha do Barão Abelha, depois de enlouquecer, sentou-se e ali permaneceu até sua morte". 




domingo, 5 de junho de 2011

Camelódromo – os novos escravos de ganho.



Achamos que incluir o Mercado Popular, mas conhecido como Camelódromo, na pesquisa seria o mais obvio e um excelente lugar para acharmos informações para o trabalho. Porém, foi um grande risco que corremos. Estavamos no meio das observações e dos registros fotográficos, quando nos demos conta que estávamos sobre os olhares desconfiados e repressores de varias pessoas. Não podemos ir adiante, pois o local é constantemente vigiado e vistoriado pela Policia Federal, para repreender a pirataria. Só ai que descobrimos que eles desconfiam de qualquer tipo de registro que é feito do local. Muitas das pessoas que trabalham lá são presas sempre que a policia aparece por lá. Sendo que quase todos que vão presos são empregados e acabam tendo complicações com a policia. Nesse mesmo dia, por duas vezes fomos abordados por pessoas querendo saber para que e para onde eram as fotos. Sendo que essas perguntas eram em um tom ameaçador. Só nos restou ir embora.

Quando saímos do local, um pouco acuados e assustados, paramos em uma lanchonete para recuperar o fôlego depois da tamanha tensão. A nossa primeira avaliação desse momento foi que estávamos de volta ao passado. Esses trabalhadores são os novos escravos de ganho da modernidade. Não são escravos por uma questão de cor, mas pela condição em que se encontram. Muitos só trabalham ali por já estarem desempregados ou por ganharem baixos salários em outros empregos. Quem são os senhores desses escravos de ganho? Esses senhores nunca são presos. Eles lotam as barracas com produtos piratas e dão esse sub-emprego para qualquer um que queira correr o risco de ser preso ou ser cúmplice de um industria que gera bilhões em dinheiro nos mercados populares do nosso País e no Mundo.


Outra observação é que os camelos já não são os mesmo. Poucos usam a arte da palavra para vender mais. Descobrimos que quase todos os produtos têm os preços combinados. Não à sedução ou a espetacularização da oralidade.

Tivemos somente um único senhor, que na hora que estamos indo embora, estava com um relógio dourado na mão e gritava: Ele mandou vender, ele mandou vender......é o Rolex do Silvio Santos. Ele está sem dinheiro e mandou vender. Rolex do Silvio Santos...



Genial!!!!! O cara estava só com um relógio na mão, mas tinha um excelente argumento. Ele usou o nome e a situação financeira de uma figura que desperta a curiosidade de todos. Ele está ligado nos estímulos e argumentos do cotidiano que podem facilitar a aproximação, criar a teatralização para finalizar a venda.

O que acho mais genial, é que nesse momento, esse senhor nos lembrou que nessa pesquisa temos que fazer uma reverência ao camelo mais famoso do Brasil, Silvio Santos. Isso mesmo o homem do baú.

Depois da tensão, ufa, vamos em frente por que...
Silvio Santos vem ai!!!!! Laia, laia, laia...
Silvio Santos vem ai!!!!! Laia, laia, laia...


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Saara de Hoje.



Circular pelo SAARA estava em nosso cronograma de pesquisa, pois é o local que tem um tradição dos pregões nas portas das lojas. Fomos atrás dessa tradição e da comunicação sonora que é produzida por esse encontro de tradição e modernidade.

Por lá encontramos os Locutores de porta de loja, eles são a modernização de uma função que é exercida pelo SAARA há anos. Essa mesma função normalmente é executada por uma pessoa contratada pelo lojista e que fica na porta das lojas anunciando, ofertando e chamando os milhares de clientes que transitam pelas apertadas ruas do SAARA. Essa função já teve outros nomes ao longo dos séculos que de existência desse complexo de lojas. Já transitaram por essas ruas os Marreteiros. Eles perambulavam pelas ruas com suas mercadorias e produtos, era uma extensão das vendas das lojas. Eles param de transitar para ficarem fixo na porta das lojas e ai surgiu o Pregoeiro. Figuras que ficavam nas portas, com frase e bordões, anunciando as ofertas como um grande pregão de preços na disputa pelos clientes. Essa função foi se modernizando e adquirindo outras formas de abordagem e técnica de comunicação. Daí aparece também o Boleiro, um dos nomes da mesma função que ainda existe e que habita as ruas do SAARA. Boleiros são os locutores que ficam na porta das lojas dando bola para os clientes e joga a bola para os vendedores, daí vem a expressão “boleiro”. Essa função é milenar, muda de nome, incorpora uma ou outra nova característica mas está sempre presente nas portas das lojas e na sonoridade das ruas e esquinas do SAARA.

A radio Saara é um parágrafo a parte, pois é uma radio que só se ouve quando se transita pelo SAARA. Um sistema de alto-falante que toca musica, dá noticias entrevistas, orações e o que tem de interessante, atraente e cômico são os anúncios das lojas só do SAARA que são veiculados como uma mensagem subliminar. Você ouve tantas vezes que sai com as frase e musicas anunciados presas na cabeça como um chiclete sonoro.

– Eu quero é casar, eu quero casar, eu quero casar!!!! Eu quero cabelo, eu quero cabelo. Lá na BigHair eu compro meus cabelos. Cabelos 100% hidratados, aplique, perucas eu quero comprar.


Rosemilton dos Santos – trabalha como locutor a 6 anos. Ex- tecelão e diz está procurando um homônimo. Reclama que os donos das lojas agora estão colocando gravações na porta das lojas, mas diz que os boleiros são melhores para chamar cliente.


Alexandre Vicente – DJ e trabalha com eventos. Tem que ter atitude. Tem que falar o que o publico gosta de ouvir. Já participou dos programas “Amor e Sexo” e especial de fim de ano da Regina Cazé.


Vander – locutor e vendedor da loja de malhas



Leandro Alves – Locutor de óculos.



Essa nossa pesquisa está sendo um grande cadarço cultural que faz as amarras da cameloturgia, a arte e a nossa oralidade com som e cores.

Ruas da SAARA


As ruas do que é hoje a SAARA foram urbanizadas ainda no século XVIII, décadas antes da chegada da corte portuguesa no Brasil. A principal rua da região, a rua da Alfândega, é também a mais antiga. Ela existia já no século XVII, com o nome de Caminho do Capueruçu. Fazia a ligação entre a Várzea ( começava na antiga Rua Direita, atual Primeiro de Março ) e a Lagoa do Capueruçu, na chamada "boca do sertão", caminho direto para Minas Gerais.

Até 1716, quando passou a ser rua da Alfândega, chamou-se também rua da Quitanda do Marisco, rua dos Governadores - porque nela ficava a residencial dos governadores -, rua de Santa Efigênia, rua do Oratório de Pedra - porque um oratório de pedra nela existiu ali na esquina da Regente Feijó - rua de São Gonçalo Garcia e finalmente rua da Alfândega. A rua Senhor dos Passos chamou-se originalmente caminho de Fernão Gomes. Recebeu o nome atual por causa da capela que nela foi erguida em 1737 sob a invocação do Senhor dos Passos. Paralela a esta rua, a rua Buenos Aires foi em outros tempos chamada de rua do Hospício. Esta denominação veio de um asilo fundado por frades capuchos italianos, num quarteirão próximo à Rua Direita. A partir de 1915 a antiga Rua do Hospício veio a se chamar Buenos Aires.

Entre as ruas transversais, a principal é a Avenida Passos, que ganhou este nome após as reformas que o engenheiro Pereira Passos, então prefeito, implantou na cidade. Rua do Sacramento era o seu antigo nome, por nela estar situada a igreja dessa invocação, matriz da Freguesia do Sacramento. Outra rua importante é a Avenida Tomé de Souza, continuação da rua República do Líbano. Já teve os nomes de SEgunda Travessa de São Joaquim e rua do Núncio, antigamente uma conhecida zona de meretrício da cidade.

Vizinhas a esta rua estão as ruas Regente Feijó - antiga Primeira Travessa de São Joaquim - e Gonçalves Ledo, que outrora foi chamada de rua de São Jorge, e as ruas da Conceição e dos Andradas.

As datas festivas tradicionais provocam, durante todo o ano, grande movimentação no comércio da Saara. São marcadas pela decoração das ruas, que com simplicidade acompanha a passagem do calendário. A festa que mais leva compradores para a região é o Natal, que torna as ruas da Alfândega, Senhor dos Passos e transversais verdadeiros formigueiros humanos durante todo o mês de dezembro, em busca de ofertas e baixos preços. As lojas de especiarias árabes expõem em suas bancas nozes, avelãs e tâmaras, importadas do Oriente, e também bacalhau e azeite portugueses.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Segundo encontro: Cia Será O Benidito?! em Porto Velho

A Cia. Será O Benidito?!, do Rio de Janeiro (RJ) está em Porto Velho (RO) desde o dia 12 de maio para uma residência artística/encontro presencial com O Imaginário, e até o dia 22 de maio vamos trocar experiências e idéias do processo “oralidade e cameloturgia”.

O projeto: "A Oralidade e a Cameloturgia – uma pesquisa cênica do Porto ao Rio" é uma ação em conjunto dos dois grupos, e a intenção é promover trocas e em seguida fazer uma fusão dos dois estudos, canalizando toda a experimentação, as vivências, os estudos e as pesquisas no sentido de fortalecer e estabelecer um diálogo capaz de instaurar um processo criativo e cênico.

A pesquisa cênica envolve a prática de criação, de formação e de pesquisa histórica baseada na oralidade e de sistematização de processos dramatúrgicos da cameloturgia. No cronograma, dois encontros presenciais: um já aconteceu no Rio de janeiro, de 15 a 26 de abril, e outro está acontecendo em Porto Velho.

No dia 13 realizamos o encontro “Rumos ao Luar”, com os dois grupos e convidados, para compartilhar todo o processo de pesquisa já feito até agora. Também visitamos o pátio da ferrovia, cemitério das locomotivas e o cemitério da candelaria. O encontro está sendo uma troca de vivências dos processos, experimentação de ações cênicas, "cameloturgia in process", diálogos com ferroviários, reuniões técnicas e estratégicas e demonstração de trabalhos dos dois coletivos.

Algumas fotos do encontro até agora!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Rumos ao Luar

Residência artística O Imaginário-RO e Cia Será o Benedito!!-RJ, compartilhando o processo da pesquisa sobre a Cameloturgia e Oralidade.
Você é nosso convidado especial!


“Rumos ao Luar”
Data: 13 de maio de 2011
Horário: 19 horas
Local: sede do O Imaginário
 Rua Franklin Tavares, 1349 – Bairro Pedrinhas

Encontro no Rio de Janeiro - Fotos

De 15 a 24 de abril de 2011
O Imaginário e Cia. Será O Benidito?!